A antiga cidade de Sámos hoje é uma pitoresca cidadezinha turística de cerca de 10 mil habitantes e que leva o nome de Pythagoreio. A atual capital da ilha, anteriormente chamada de Vathy, teve seu nome trocado para Sámos em 1958.
A antiga Sámos teve seu auge no governo do tirano Polikrátes, nas décadas de 530-520, tendo sua poderosa frota se tornado hegemônica no mar. O tirano foi um grande construtor e mandou construir extensas muralhas de mais de 6 quilômetros que se erguem colina acima. Sob suas ordens, o engenheiro Eupálinos foi o responsável pela construção de um túnel e um aqueduto. O túnel foi escavado em ambas as extremidades da montanha em uma extensão de mais de 1 km. O aqueduto, por sua vez, é subterrâneo e ambos eram conectados para levar água à cidade. O conjunto é considerado uma das obras-primas da engenharia antiga.
O mais famoso cidadão de Sámos, contudo, foi o filósofo Pitagóras (570-495 a.C.), fundador do pitagorismo, embora sua escola tenha se estabelecido em Króton, no sul da Itália, e não em sua ilha natal.
Em 440 a.C. Sámos rebelou-se contra o império ateniense e, para suprimi-la, Periklés liderou uma frota de 60 navios e cercou a cidade. Os sâmios se renderam pouco depois sem sofrer retaliações sérias, salvo pelo pagamento dos gastos com a expedição, cerca de 1.300 talentos.
O tratamento humanitário levou os sâmios a permanecerem leais aos atenáios. Mesmo com a rebelião geral dos iônios após o desastre na Sikelía em 413 a.C., eles não se envolveram e a cidade foi escolhida para a sede da frota graças ao seu excelente porto e pela sua proximidade com Éfesos e Míletos, centros da rebelião. Nos anos seguintes, as duas cidades seriam bases da frota peloponésia. Em 411 a.C., durante o golpe dos 400, os membros da frota se opuseram aos oligarcas em Atênai e transformam a ilha na sede temporária da democracia ateniense.
A atual Sámos, a capital, é o melhor ponto para se visitar Éfesos (de barco) com um esquema especial sem que haja necessidade de visto para se entrar na Turquia. Os passaportes permanecem na alfândega e são devolvidos ao final da visita.
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